Delegacia Virtual completa 7 anos com mais de 1,5 milhĂŁo de registros

Divulgação PCMG

A Delegacia Virtual completa, nesta sexta-feira (30/4), sete anos de funcionamento, com mais de 1,5 milhĂŁo de registros. Trata-se de um sistema on-line desenvolvido pela PolĂ­cia Civil de Minas Gerais (PCMG) para que o prĂłprio cidadĂŁo possa solicitar o registro de ocorrĂȘncias policiais pelo computador ou celular, sem precisar sair de casa. Atualmente, a plataforma permite o registro de acidentes de trĂąnsito sem vĂ­tima, ameaça, comunicação de pessoa desaparecida, dano, descumprimento de medida protetiva de urgĂȘncia, extravio de documentos, extravio de objetos pessoais, furto, lesĂŁo corporal e vias de fato/agressĂŁo.
Desde 2014, foram registradas, ao todo, 1.565.959 ocorrĂȘncias em todo o estado pela Delegacia Virtual. Extravio de documentos Ă© a modalidade mais procurada pelo cidadĂŁo, com 1.010.064 solicitaçÔes de registro, seguido de acidente de trĂąnsito sem vĂ­tima (421.584), extravio de objetos pessoais (94.134) e furto (24.503).

A inclusĂŁo de crimes de violĂȘncia domĂ©stica foi uma inovação implementada na Delegacia Virtual pela PCMG em julho de 2020, atendendo Ă  necessidade de ampliar os canais de denĂșncia de crimes contra mulheres, crianças, adolescentes, idosos e pessoas com deficiĂȘncia em meio ao perĂ­odo de pandemia da Covid-19, quando as famĂ­lias passaram a ficar mais isoladas em casa. Desde entĂŁo, jĂĄ foram recebidas pela plataforma 2.638 denĂșncias dessa natureza, sendo 1.642 pelo crime de ameaça; 388 por descumprimento de medidas protetivas de urgĂȘncia; 371 casos de lesĂŁo corporal e 237 ocorrĂȘncias de vias de fato/agressĂŁo.

A delegada Luisa de Oliveira Drumond, da Delegacia Especializada de Atendimento Ă  Mulher (Deam) em Belo Horizonte, observa que a Delegacia Virtual Ă© uma ferramenta fundamental para amparar as vĂ­timas de violĂȘncia domĂ©stica, que em alguns casos podem sentir inibição para procurar diretamente a polĂ­cia em um primeiro momento. “Às vezes, por dificuldade de se deslocar atĂ© uma delegacia, ou atĂ© mesmo por vergonha de revelar um fato Ă­ntimo Ă  polĂ­cia, as vĂ­timas podem contar com a Delegacia Virtual para tornar essa experiĂȘncia da primeira denĂșncia mais reservada”, explica Drumond, destacando a importĂąncia da aproximação da PolĂ­cia Civil com mulheres que sofrem violĂȘncia domĂ©stica. “Precisamos acompanhar de perto essas mulheres, pois sabemos que um primeiro crime pode ensejar outros, posteriormente. Por isso, o pedido de medidas protetivas pela Delegacia Virtual, por exemplo, Ă© muito eficiente para proporcionar esse apoio”, completa.

Aleximara, 39 anos, mora na regiĂŁo Norte de Belo Horizonte e Ă© mĂŁe de uma menina de 8 anos portadora de necessidades especiais. Desde 2014 vinha sofrendo ameaças e violĂȘncia psicolĂłgica do marido e pai da criança, com o qual estĂĄ em processo de divĂłrcio. Mesmo depois de separados, as ameaças persistiram e em alguns casos eram dirigidas atĂ© mesmo para a criança e outros parentes. Aleximara resolveu que era a hora de denunciar Ă  polĂ­cia. Ela procurou neste ano a Deam em Belo Horizonte e registrou uma primeira ocorrĂȘncia por ameaça e entrou com pedido de medida protetiva. Meses depois, no inĂ­cio de abril, o suspeito tornou a entrar em contato com ela por telefone. “Estava muito abalada com toda a situação e vi que era hora de agir rĂĄpido. Sabia da Delegacia Virtual e, imediatamente, solicitei um registro de descumprimento da medida protetiva”, conta. Em pouco tempo, uma investigadora da Deam entrou em contato com a vĂ­tima. “Eu nem acreditei na rapidez. Recebi uma mensagem no WhatsApp e todo o processo foi conduzido pela PolĂ­cia Civil, que me deu toda a atenção. Me senti verdadeiramente acolhida pela equipe”, elogia.

Economia

Para o diretor de operaçÔes da SuperintendĂȘncia de Investigação e PolĂ­cia JudiciĂĄria (SIPJ), delegado Álvaro Homero Huertas do Santos, o sucesso do projeto da Delegacia Virtual pode ser atribuĂ­do a dois grandes benefĂ­cios: “Ao mesmo tempo que proporciona comodidade ao cidadĂŁo, ao passo que facilita o processo de registro de uma ocorrĂȘncia, Ă© tambĂ©m um sistema que evita a subnotificação de crimes, uma vez que o solicitante deixa de se inibir em se deslocar atĂ© uma unidade policial para denunciar situaçÔes em que foi vĂ­tima”.

AlĂ©m disso, a Delegacia Virtual gera enorme economia tanto para o Estado quanto para o cidadĂŁo, conforme destaca o coordenador de sistemas da SuperintendĂȘncia de InformaçÔes e InteligĂȘncia Policial (SIIP), delegado Breno Azevedo de Carvalho. “Antes, o Estado gastava muito com esses procedimentos presenciais, tanto em insumos quanto no gasto com o prĂłprio policial, que desde entĂŁo tem mais tempo para se dedicar ao trabalho investigativo. E o cidadĂŁo tambĂ©m, que nĂŁo precisa mais ter despesas com deslocamento, perda de horas de trabalho, alimentação, dentre outras”.

Como registrar

Para realizar o registro pela Delegacia Virtual, a vítima ou o representante legal deverå acessar o site https://delegaciavirtual.sids.mg.gov.br e, em seguida, selecionar uma das opçÔes relacionadas.

Na sequĂȘncia, os campos disponibilizados deverĂŁo ser preenchidos com informaçÔes do solicitante, do(s) autor(es), de testemunhas, o local e a data dos fatos, assim como o histĂłrico da ocorrĂȘncia.

Nos casos de violĂȘncia domĂ©stica, apĂłs a inserção das principais informaçÔes, haverĂĄ a possibilidade de requerer a medida protetiva de urgĂȘncia. O solicitante precisa especificar o tipo de medida protetiva necessĂĄria, de acordo com as opçÔes relacionadas na tela.

Com informaçÔes da Assessoria de Comunicação – PCMG